: Nessie @ 14:30

Qua, 23/12/09

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nessie aos 9 anos instalada [in]confortavelmente no cockpit numa viagem Lisboa-Cancún na companhia de Harry Potter e a Câmara dos Segredos. No dia seguinte, na praia, a ler Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban enrolada numa toalha em vez de aproveitar para passar a tarde de molho naquele mar turquesa e quente. Oh, que saudades dos dias em que me bronzeava tão facilmente...

 

É incrível o quanto mudou nos últimos oito anos. Tudo - menos os meus hábitos de bookworm, aparentemente. Quem diria que aos 17 anos eu iria voltar a repetir a proeza, desta vez no Rio de Janeiro? Pois é, estes dois volumes de Harry Potter voltaram a fazer-me companhia. (Desta vez sem os óculos de leitura, embora precise de os usar novamente =$)

 

 

Dia 1 - Lisboa-Rio, Pão-de-Açúcar e Copacabana

A viagem foi passada na última fila do avião - o que já foi uma grande sorte, considerando que o vôo ia over-booked o que fez com que eu e o meu irmão quase ficássemos em Lisboa -, e aproveitei para ver filmes num ecrã a 15 cm de distância do meu nariz: Adam (que queria ver há imenso tempo mas teimava em não estrear em Portugal), Julie & Julia e revi ainda Harry Potter and the Half-Blood Prince. Houve uma altura em que repentinamente o avião desceu uns três metros e a torbulência foi tão intensa que uma mulher, sentada na minha diagonal, acordou do seu sono aos berros julgando que o avião tinha perdido uma asa enquanto dormia. Eu cheguei mesmo a ter um ataque de pânico mais discreto (o que é no mínimo ridículo para quem andou de avião a vida toda - a minha mãe diz que quando eu tinha 1 ano ria-me às gargalhadas durante a torbulância), e por momentos julguei que a última coisa que ia ver antes de morrer era a cena do confronto Draco-Harry na casa de banho. Mas não durou muito - a torbulência, isto é. 

Passei a aterragem no cockpit, e aproveitei para tirar umas fotos da paisagem fantástica: (clica para ampliar)

 

 

Ainda demorámos cerca de uma hora a chegar ao hotel, em São Conrado. Visto do chão, o Rio de Janeiro já não parecia assim tão emocionante, agora que era mais visível a pobreza e a confusão do trânsito. Mas essa impressão não durou muito, e após algumas horas de sono para o Sr. Comandante (aka pai) repôr energias, lá nos fizemos novamente à estrada a caminho do famoso Pão-de-Açúcar, o morro de cerca de 400m de altura ao qual se pode subir de teleférico. É algo que realmente vale a pena, a vista é lindíssima e embora os passes dos teleféricos (são dois, primeiro sobe-se até ao Morro da Urca e depois então ao Pão-de-Açúcar) sejam um pouco caros, trata-se de uma experiência única.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caminhámos durante uns bons minutos até Copacabana, onde jantámos num restaurante com o típico rodízio brasileiro. Uma boa refeição e muitas gargalhadas de inside-jokes, definitavamente uma boa maneira de acabar um grande dia. Voltámos para o hotel numa carrinha (um pouco duvidosa) que é um género de táxi partilhado com todo o tipo de gente. É mais barato que um autocarro e que um táxi, mas valeu pela experiência - ia practicamente vazia, logo não houve muita confusão, e o homem que "recolhia" passageiros passou o tempo todo empoleirado de fora da janela a gritar "Vidjigáu Rocíãã!". (Vidigal e Rocinha sendo duas favelas próximas do hotel onde nós ficámos, e por momentos julguei que nos iam deixar no meio de uma delas. Mas felizmente lá chegámos em frente ao Intercontinental inteiros.)

 

Dia 2 - Ipanema e Leblon

No segundo dia aproveitámos a piscina do hotel e a praia que se estendia do outro lado da rua, e assim acabámos por passar toda a manhã em São Conrado.

 

 

 

Achei imensa piada à enorme quantidade de parapentes e asa-deltas que pairavam à volta dos Morros mesmo que envolvidos numa espessa neblina. (Se clicarem nas fotos conseguem ver melhor.)

À tarde partímos para Ipanema, onde demos uma volta pela feira hippie (que embora também recomende, não consegui encontrar nada que gostasse - o que foi uma desilusão). Passeámos pelo calçadão, e apercebi-me de que aos Domingos eles fecham parte (?) da estrada junto ao mar e permitem apenas passagem aos ciclistas, patinadores, skaters, e atletas. É realmente uma óptima iniciativa, e surpreendeu-me a enorme quantidade de gente que aproveita a oportunidade para se dedicar ao exercício físico.

 

 

 

Quando escureceu, caminhámos para o interior dos quarteirões em direcção a Leblon, o bairro ex-boémio da zona. Entrámos na livraria dos meus sonhos, toda ela revestida por estantes de madeira altíssimas e a abarrotar de livros, tanto nas prateleiras como em pilhas de metro e vinte espalhadas pelo chão. Infelizmente tenho uma aversão crónica a ler coisas em português do Brasil - não é por mal, é que sou mesmo uma freak da gramática e dos erros ortográficos (embora seja disléxica, vá-se lá perceber a ironia) por isso mesmo as legendas me fazem confusão. (Coisas como 'na França' ou 'ótimo' causam-me arrepios. É involuntário.) Mas encontrei um autêntico tijolo de 1308 páginas, uma compilação de 5 romances clássicos da literatura britânica impressos na letra mais pequenina que já vi. Está em inglês, e inclui Pride and Prejudice e Persuasion (de Jane Austen!), Jane Eyre (de Charlotte Brontë), Wuthering Heights (de Emily Brontë) e Tess of the d'Ubervilles (do qual nunca ouvi falar na vida, e foi escrito por Thomas Hardy). Fiquei um pouco reticente por serem clássicos em inglês do século XIX, mas o preço era tão baixo que o meu pai quase me empurrou até à caixa para o comprar. 

Acabámos por jantar numa típica lanchonete, e fiz questão de rematar com uma taça de frozen yogurt coberto de pedaços de brownie, pepitas de chocolate branco e morangos frescos. O meu pai arrependeu-se de não ter tido a mesma ideia e acabou por comer metade do meu. Quando voltámos ao hotel (desta vez num táxi oficial!) tinha os pés a latejar e adormeci num instante.

 

Dia 3 - Rio-Lisboa

 

 

Infelizmente a estadia chegou ao fim e depois de uma manhã na piscina fomos obrigados a fazer as malas. Passei novamente a viagem na última fila, e aproveitei para ver My Sister's Keeper (enquanto tentava conter uma crise de choro em frente à meia-dúzia de pessoas que faziam fila ao meu lado para irem à casa-de-banho), 500 Days of Summer (novamente - mas a versão editada do avião "edited for content" é absolutamente ridícula. Na parte inesquecível em que a Summer começa a gritar "Penis!" no parque? Substituiram por "Panda" -.-' E isso é só um pequeno exemplo) e tentei começar a ver The Time Traveler's Wife, mas os primeiros 20 minutos fizeram-me perder o interesse.

 

 

Foi um dos melhores destinos em que já estive, mas perdi um pouco aquela sensação de espírito natalício - tenho de me actualizar quanto a isso :) Espero que as vossas férias estejam a ser óptimas, tenho uma maratona de blogs pela frente!

 

dream on,

Nessie

 

fotos © Nessie @ nessieontherun.blogs.sapo.pt


mood: :)
tune: mushaboom - Feist


: Nessie @ 17:14

Sex, 18/12/09

 

Volto a Portugal no dia 22. Desejo-vos um excelente início de férias a todos!

 

dream on,

Nessie


mood: nervosa
tune: happiness - The Fray

quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
Apenas possuo imagens publicadas no meu blog quando mencionado. Todas as restantes - a maioria delas - são retiradas da internet.
"I go to seek a Great Perhaps.
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