: Nessie @ 19:15

Ter, 02/04/13


I had felt I knew everything and now realised I knew nothing. More importantly, everything I had learned or assimilated from my parents I now regarded as unreliable, and needing to be rethought from scratch. In fact, I probably went further - I felt that
everything my parents believed was by definition wrong, and that if I ever found myself in agreement with my parents I should immediately recant. Everything from my father's 'Neither a borrower nor a lender be', to my mother's 'Blue and green should never be seen' needed to be jettisoned. But in a way what they said wasn't the problem: what I was most worried about was the attitudes, prejudices, beliefs, I might have picked up from them subconsciously or before I was old enough even to know what I was learning. Effectively, I had to question everything I believed, and never accept my own instincts. It required constant vigilance; it was intellectually exhausting.


An Education, Lynn Barber


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: Nessie @ 15:20

Sex, 01/02/13

  fotografia © Nessie http://nessieontherun.blogs.sapo.pt

 

Acho que este mês me entusiasmei um bocado. Por um lado, seis destes livros foram comprados em segunda-mão e por isso estupidamente baratos, e por outro, desde que 2013 começou já li 12 livros; menos mal. O pior é que ainda tenho mais uns quantos a caminho da minha caixa de correio...

 

Save Me The Waltz - Zelda Fitzgerald

The Knife of Never Letting Go (Chaos Walking #1) - Patrick Ness

The Virgin Suicides - Jeffrey Eugenides ★★★★☆

Travels With Charley: In Search Of America - John Steinbeck

Brideshead Revisited - Evelyn Waugh

To Kill a Mockingbird - Harper Lee

Middlesex - Jeffrey Eugenides

The Casual Vacancy - J. K. Rowling ★★★★☆

Wolf Hall (Thomas Cromwell #1) - Hilary Mantel ★★★★☆

 

goodreads

listography




: Nessie @ 18:38

Seg, 24/09/12

"You'd better get busy, though, buddy. The goddam sands run out on you every time you turn around. I know what I'm talking about. You're lucky if you have time to sneeze in this goddam phenomenal world." There was another, slighter pause. "I used to worry about that. I don't worry about it very much any more. At least I'm still in love with Yorick's skull. At least I always have time enough to stay in love with Yorick's skull. I want an honorable goddam skull when I'm dead, buddy. I hanker after an honorable goddam skull like Yorick's. And so do you, Franny Glass. So do you, so do you... Ah, God, what's the use of talking? You had the exact same goddam freakish upbringing I did, and if you don't know by this time what kind of skull you want when you're dead, and what you have to do to earn it--I mean, if you don't at least know by this time that if you're an actress you're supposed to act, then what's the use of talking?"

 

- Franny and Zooey, J. D. Salinger


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: Nessie @ 18:32

Qui, 06/09/12

John Green - www.wook.pt

 

Quem passou por este blog há um ano atrás e o acompanhou até agora, já por várias vezes deve ter visto posts dedicados ao último livro de John Green, de título original The Fault in Our Stars. Sendo um dos meus autores favoritos acompanhei com grande entusiasmo o processo de publicação deste livro, coisa que acabou por passar por aqui. Posts como este, este ou este ilustram esses tempos.

Quando soube que a tradução portuguesa estava para sair, sob o título A Culpa é das Estrelas, pedi à wook que me ajudasse a promover o seu lançamento mas de facto as minhas férias nos Açores acabaram por se meter pelo meio, e sem acesso à internet não vos consegui trazer a campanha dos portes grátis que acabou no dia 3 de Setembro. No entanto aqui fica a dica para darem uma vista de olhos neste livro que eu pessoalmente adorei! Se já estavam curiosos, esta é a altura perfeita para o levarem para casa.

A história segue Hazel, uma rapariga de 16 anos a quem foi diagnosticado cancro da tiróide aos 13. Após uma intervenção médica miraculosa que lhe concede mais tempo de vida, ainda que com algumas limitações, Hazel é incentivada a frequentar um grupo de apoio de crianças com cancro onde a sua perspectiva sobre a vida e o seu próprio percurso acabam por se alterar, nomeadamente quando conhece Augustus Waters, um jovem que mostra especial interesse nela. E assim começa a aventura de duas vidas.




: Nessie @ 21:12

Ter, 28/08/12

 

Autor: Markus Zusak

Título original: The Book Thief

Tradução portuguesa: A Rapariga que Roubava Livros, Editorial Presença

Ano de publicação: 2006

A minha edição: Black Swan 2007 (inglês), 554 páginas

A minha avaliação no Goodreads: 5/5 estrelas ("loved it")

 

Sinopse (de acordo com a contra-capa):

HERE IS A SMALL FACT

YOU ARE GOING TO DIE.

 

1939. Nazi Germany. The country is holding its breath. Death has never been busier.

Liesel, a nine-year-old girl, is living with a foster family on Himmel Street. Her parents have been taken away to a concentration camp. Liesel steals books. This is her story and the story of the inhabitants of her street when the bombs begin to fall.

 

SOME IMPORTANT INFORMATION

THIS NOVEL IS NARRATED BY DEATH.

 

it's a small story, about:

a girl

an accordionist

some fanatical Germans

a Jewish fist fighter

and quite a lot of thievery.

 

ANOTHER THING YOU SHOULD KNOW

DEATH WILL VISIT THE BOOK THIEF THREE TIMES.

 

Comentários da imprensa (incluídos na edição):

'Unsettling, thought-provoking, life-affirming, triumphant and tragic, this is a novel of breathtaking scope, masterfully told.' Guardian

'[Death's] remark, "That's the sort of thing I'll never know, or comprehend - what humans are capable of," perfectly encapsulates the brave and bitter vicissitudes of the world of The Book Thief.' Daily Mail

'Zusak makes his ostensibly gloomy subject bearable in the same way Kurt Vonnegut did in Slaughterhouse 5, with grim, darkly consoling humour.' Time

 

Escolha:

Este é um bestseller internacional que já há muito me intrigava. O título em si alimenta a curiosidade, e após me familiarizar com a sinopse decidi que este era um dos livros que deveria mesmo ler, e que não poderia passar deste ano. Por impulso, em Fevereiro deste ano aproveitei a minha morada inglesa para fazer compras online na Waterstones e este foi um dos livros que encomendei. Entretanto não tive muito tempo para ler em Erasmus, por isso o livro acabou por ser deixado de lado até Agosto.

 

Review:

Acho por bem começar por dizer que adorei este livro desde o início, e quando o acabei em soluços e com lágrimas a escorrerem pela cara soube imediatamente que tinha acabado de ler um livro que posso considerar entre os meus favoritos. Torna-se difícil escrever uma review de um livro que gostei tanto porque não sei bem como me exprimir sem revelar demasiado sobre a história.

Em primeiro lugar, é de realçar o narrador. Zusak apresenta-nos a história do ponto de vista de uma personagem que apenas está presente na acção em três ocasiões; esta personagem é a Morte. A Morte inicia a narração com um prólogo onde se apresenta a si mesma e aos três momentos em que se cruzou com Liesel, a personagem principal do livro. Estes três momentos são bastante vagos para o leitor, porque ainda não está familiarizado com o contexto ou as personagens envolvidas, e no entanto os dados foram lançados para que nos mantenhamos alerta ao seguimento dos acontecimentos. A voz narrativa é sem dúvida um dos pontos fortes desta obra: ela relata a história de Liesel com uma linguagem captivante e insere frequentemente algumas intervenções pessoais que nos revelam o seu próprio carácter e contribuem para uma melhor compreensão da mensagem que nos tenta passar.

A acção decorre na Alemanha Nazi, começando em 1939 quando Liesel é afastada dos seus pais e entregue a uma família de acolhimento aos nove anos por razões que ela na altura desconhece, e conduz-nos pela Segunda Guerra Mundial dentro da comunidade onde Liesel vive. Esta perspectiva apresenta-nos a Guerra através de famílias alemães, algo de que gostei bastante. Embora se trate de uma história fictícia, temos a oportunidade de observar o fanatismo de alguns alemães e as dúvidas que dividiam outros, enquanto testemunhamos a degradação que a comunidade sofre no geral durante este período turbulento. É-nos oferecida uma visão das sombras cinzentas que existiam na Alemanha, e somos levados a reduzir a escala global com que vemos a Guerra, encarando alemães não como um 'todo' mas como indivíduos, alguns dos quais com mais humanidade do que geralmente assumimos.

 

'I'm leaving soon,' his friend Walter Kugler told him. 'You know how it is - the army.'

'I'm sorry, Walter.'

Walter Kugler, Max's friend from childhood, placed his hand on the Jew's shoulder. 'It could be worse.' He looked his friend in his Jewish eyes. 'I could be you.'

(p.165)

 

The road was cold and straight. It wasn't long till the soldiers came with the Jews. In the tree shadows, Liesel watched the boy. How things had changed, from fruit stealer to bread giver. His blond hair, although darkening, was like a candle. She heard his stomach growl - and he was giving people bread.

Was this Germany?

Was this Nazi Germany?

(p.446)

 

As personagens deste livro são pintadas com sombras e detalhes, e ao longo da história revelam-se através das suas acções. Muitas delas irão permanecer marcadas na minha memória, porque foi fácil afeiçoar-me a elas - algumas mais cedo, outras surpreenderam-me aos poucos. Mesmo estando inserida num contexto maior da Segunda Guerra Mundial, esta é essencialmente uma história sobre o crescimento de Liesel, cuja infância irá ser influenciada pelos livros que esta rouba e que por sua vez irão tocar as vidas de outros de formas inesperadas. O poder da palavra é um tema bastante forte neste livro, tal como a força e amor humanos que estão longe de poder ser racionalizados, e assim a sua mensagem promete permanecer com o leitor após a última página.

Uma leitura aconselhada a todos - e um conselho aos mais sentimentais, como eu, que se preparem para terem o coração partido e recomposto por várias vezes.


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quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
Apenas possuo imagens publicadas no meu blog quando mencionado. Todas as restantes - a maioria delas - são retiradas da internet.
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