: Nessie @ 17:11

Qua, 26/09/12

 

A faculdade anda a dar cabo da minha cabeça; já me fez passar por ataques de ansiedade e ataques de raiva e momentos de depressão, e ainda só vamos na segunda semana. É que tive de alterar o meu horário cinco vezes, inscrevi-me em cadeiras que nem queria só porque preciso dos créditos, e ainda estou à espera para saber se a troca que eles me obrigaram a fazer sempre se torna oficial ou se vou ter de me chatear novamente. O meu horário está horrível mas pelo menos tenho as sextas-feiras livres o ano inteiro, o que acaba por compensar um bocado. Tenho umas saudades de Inglaterra que nem vos digo. Apesar de tudo, quero tentar dar o meu melhor para acabar a licenciatura este ano com uma média razoável.

 

Entretanto ontem dei numa de impulsiva e comprei um bilhete de avião para Frankfurt de modo a passar o fim-de-semana de 7 a 10 de Dezembro na Alemanha, mesmo pelo meio das frequências e das apresentações de trabalhos. Mas era o fim-de-semana que dava mais jeito à maior parte das minhas amigas de erasmus, e como o bilhete até estava barato fiquei logo com ele antes que começasse a pensar demasiado no assunto. Afinal, estou a morrer de saudades delas e ainda por cima vamos na altura dos mercados de Natal. Se tenho oportunidade, não vejo porque não a agarrar; as responsabilidades dos estudos resolvem-se e é de aproveitar enquanto a vida ainda o permite. Estou na idade de arriscar e viver aventuras, é agora ou nunca. 


tune: whispers in the dark - mumford & sons


: Nessie @ 21:57

Seg, 17/09/12

 

Hot sand on toes, cold sand in sleeping bags, 
I've come to know the friends around you
are all you'll always have.
Smoke in my lungs, over the echoed stone; 
Careless and young,

free as the birds that fly
with weightless souls now.


Esta música é a minha banda sonora do ano até agora. Um ano de malas feitas, de aventura, de novos sítios e novos amigos, de recomeçar do zero, de redescobrir a felicidade nas coisas mais simples, de cantar na cozinha, de dançar em clubs, de histórias partilhadas, de passeios, de pubs, de parvoíce, de oportunidades, de coincidências, de carros alugados, de hostels, de mapas e guias-turísticos, cheio de meio-do-nadas, de jantares e BBQs improvisados, de relvados ao sol, de telhados à chuva, de pedir pijamas emprestados, de pedir comida por telefone, de atravessar fronteiras de autocarro, de museus, de cocktails, de risos incontroláveis, de memórias inesquecíveis, de fazer coisas sozinha, de redescobrir, de despedidas, de regressos, de bons amigos de sempre, de música, de emoções fortes, de praia, de montanha, de acampamentos, de alcançar objectivos, de saudades.

Foi bom enquanto durou. Muito bom mesmo. Estava a precisar.




: Nessie @ 16:14

Sab, 28/07/12

Encontro-me a fazer as malas, amanhã estou de partida para ir passar uma noite a Nova York. Mais uma vez os planos para Miami saíram furados, estou convencida de que a Florida tem qualquer coisa contra mim mas não tenho razão de queixa.

Que saudades!

 




: Nessie @ 21:59

Qua, 25/07/12

 

Ontem lá estive no concerto de Bon Iver. Já os oiço há uns tempos e rapidamente se tornaram um dos meus favoritos, mas as músicas tornaram-se ainda mais especiais na ocasião do meu Erasmus, quando recorri várias vezes à discografia desta banda para lidar com os vários estados emocionais por que passei; Antes da partida, durante a estadia, e após o meu regresso, Bon Iver funcionou como um refúgio. Lembro-me de ouvir bastante durante o último Inverno para enfrentar a ansiedade do primeiro semestre e para me acompanhar na longa espera pelo começo da minha experiência no estrangeiro. Quantas vezes as melodias não me acompanharam no meu caminho para o campus em Southampton, ao longo da The Avenue e entre as árvores do Lovers Walk, pela simples razão de me parecer a música de fundo mais apropriada ao cenário quer estivesse frio ou um agradável dia de sol. Quando soube que a banda iria passar por Portugal em Julho, fiz uma grande festa (à qual as minhas housemates responderam com um doloroso "Never heard of them") e implorei ao meu pai que pretty pretty please, me comprasse o bilhete logo no primeiro fim-de-semana em que os puseram à venda porque não iria aguentar ficar de fora. O meu pai fez-me o favor, e a certeza de que tinha lugar no concerto só contribuiu ainda mais para que o meu iPod os tocasse até à exaustão - se tal fosse possível.

 

E deixem-me que vos diga, esta é uma banda que sabe dar um grande espectáculo. Desde o cenário do palco, às instalações de luzes, os instrumentais que não constam em CD, uma setlist que excedeu as expectativas, e a presença poderosa que só pode ser sentida ao vivo, Bon Iver preencheu todos os requisitos para uma das melhores noites de música de sempre. Após já ter visto "os meus" Mumford & Sons também neste mês, esta foi a cereja no topo do bolo. E posso ter-me apaixonado um bocadinho pelo Justin Vernon, porque tenho um fraquinho por singer-songwriters que tocam guitarra e piano, e para mais humilde e com sentido de humor.

O meu coração quase se partiu quando eles abandonaram o palco sem terem tocado a minha favorita, mas dois minutos depois regressaram para o encore que abriram precisamente com a The Wolves (Act I and II) e foi lindíssimo. Saí do coliseu de alma leve e cabeça nas nuvens.

E a querer mais.




: Nessie @ 14:27

Sex, 20/07/12

 

Notas sobre o Alive '12:

 

- comparado com os dois últimos dias, o primeiro estava às moscas.

- comecei já cheia de dores nas pernas porque me tinha andado a matar no ginásio durante a semana.

- abençoada a pessoa que teve a ideia de vender Strongbow. que saudades.

- claro que eu, a Maggie e a Sue nos babámos para o sotaque irlandês do vocalista dos Snow Patrol.

- apanhámos um bocadinho de LMFAO, com quem eu tenho uma relação complicada porque não gosto mas estou destinada a ouvi-los em todo o lado, mas sempre deu para recordar bons momentos que tive com as minhas housemates em Inglaterra com o "everyday I'm shuffling."

- no segundo dia estive acampada em frente ao palco principal desde as 16h com a Sue, a Maggie, a Mollie e uma amiga dela.

- enquanto esperávamos sentadas, as pessoas que estavam nas filas mais à frente decidiram fazer de nós rotunda e não paravam quietas no seu vai-vem. bitches.

- os We Trust foram um bom começo, mas assim que os Noah and the Whale subiram ao palco é que aquilo se tornou real para mim. amei, e a "Rocks and Daggers" e a "5 Years Time" foram especialmente brutais, mas fiquei um bocado constrangida por mais ninguém à minha volta partilhar o meu entusiasmo.

- Mumford & Sons sobem ao palco e eu começo a hiperventilar.

- Mumford & Sons abrem com a Lover's Eyes e eu histérica.

- etc.

- não parei de saltar e gritar e cantar (e chorar) durante todo o concerto deles, e fiquei super feliz por também terem incluído algumas músicas novas.

- o público foi excelente e acho que nem eu estava à espera de uma recepção daquelas, quanto menos a banda. o Ted então mostrou-se super comovido com a reacção, só o via a levar a mão ao peito no final das músicas.

- o Winston foi o palhaço de sempre, adoro-o.

- o Marcus mesmo de mão partida tem uma presença em palco espectacular.

- e o Ben pôs-se a fazer os anúncios em português, tão lindo que ele é. e depois de revelar que o novo álbum sai em Setembro apresentou a música seguinte como "Below My Feet" e eu desatei a chorar porque é possivelmente a minha preferida das músicas novas.

- melhor banda, melhor concerto, voltem sempre. (só faltou a Sigh No More, mas já terem feito aquela performance fantástica da Roll Away Your Stone foi perfeito.)

- quando saíram de palco nós também nos retirámos para ir jantar e ainda vimos/ouvimos um bocadinho de Awolnation.

- encontrámo-nos com a Sofia, estivemos à conversa e quando nos levantámos reparei que numa mesa perto da nossa estava sentado o Ben Lovett.

- o BEN LOVETT.

- e eu em vez de entrar em modo fangirl como sempre (tenho uma história que ainda não contei acerca disso, mas não vou dar spoilers...), fico surpreendentemente calma e aviso as minhas amigas, "Esperem aí só um bocadinho, está ali o Ben e quero ir falar com ele." eu.

- como se ele fosse um colega da minha faculdade, ou assim.

- só que ele estava a falar com uns rapazes na mesa, e às tantas só o oiço dizer qualquer coisa como "Nice to meet you, I'm Ben" e aperta-lhes as mãos, eu viro-me para a Susana para lhe dizer que ele se está a despedir e que esta é a nossa deixa, e quando volto a olhar para a mesa já ele estava levantado e a andar dali para fora com outra pessoa. eu e a Sue todas stalkers atrás deles a tentar apanhá-los mas a tentar não ser demasiado óbvias, e assim do nada eles entram na stage door do palco heineken.

- all of the sad. mas já fiquei bastante feliz por o ter visto e por ele parecer tão simpático. para a próxima...

- The Cure lembrou-me imenso os últimos meses em Erasmus, e principalmente a Andrea. tenho tantas saudades das pessoas.

- ao pé de nós estava um inglês completamente bêbado e abstraído, que dançava/cambaleava de um lado para o outro, pelo que apesar da densa multidão havia sempre uma clareira à volta dele à medida que as pessoas se afastavam para que não fosse meter conversa. às tantas só vejo a Maggie a fazer uma careta e meio segundo depois está ele a espreitar entre mim e a Mollie. ainda nos rimos um bocado.

- fez tanto frio naquela noite que às tantas desistimos de The Cure e fomos refugiar-nos entre o calor humano da plateia da Katy B.

- o dia seguinte foi claustrofóbico no mínimo. fomos só eu e a Sue, e encontrámo-nos lá com uma amiga minha da faculdade.

- embora esteja pobre como tudo sacrifiquei a minha conta bancária por uma t-shirt dos Mumford & Sons porque me apaixonei por ela.

- vimos Miles Kane, e depois fomos até ao outro palco para ver The Kooks.

- no fim voltámos a trocar de palco para ver Maccabees.

- admito que não oiço Radiohead, mas o concerto deles foi muito bom. só via praticamente os ecrãs e estava a morrer de dores nas costas, de tal maneira que a certo ponto pensei em desistir e ir sentar-me nalgum lado, mas ficámos até ao fim.

- acabámos o festival com The Kills, com muito cansaço, muitas dores musculares, e muitos bons momentos.

 

Agora são quatro dias até Bon Iver. Este ano estou on fire.



quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
Apenas possuo imagens publicadas no meu blog quando mencionado. Todas as restantes - a maioria delas - são retiradas da internet.
"I go to seek a Great Perhaps.
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