: Nessie @ 14:08

Dom, 22/11/09

Autora: Jane Austen

 

Título: Orgulho e Preconceito

Título Original: Pride and Prejudice

 

Editora: Publicações Europa-América

 

Ano: 1813

 

Escolha: Há já pelo menos três anos que estava interessada em livros de Jane Austen devido ao seu estatuto e importância para com a Literatura Inglesa. Depois de ver a adaptação cinematográfica de Joe Wright, fiquei absolutamente cativada por todo o desenrolar da história, e procurei pelo livro em todas as livrarias que conhecia sem qualquer sucesso - a tag Jane Austen no meu blog relata a busca incansável. Por fim, lá o encontrei; e apesar do preço elevado que paguei por ele, posso agora afirmar que valeu a pena.

 

Sinopse (via http://pt.shvoong.com/books/479516-orgulho-preconceito/ - adaptado): Orgulho e Preconceito é um livro fantástico carregado de emoções. Lizzie, ou Elizabeth, é a mais velha de cinco irmãs, precedida por Jane, Lídia, Mary e Kitty. A aspiração de Mrs. Bennet, mãe das cinco raparigas, é conseguir para elas um bom casamento capaz de as manter após a morte de Mr. Bennet uma vez que, por serem mulheres, não poderão herdar a propriedade que habitam. Vendo no casamento a solução para o futuro das filhas, Mrs. Bennet, uma senhora irritadiça e um pouco ignorante (que justifica todas as suas faltas com os nervos), procura tirar partido da chegada de um novo e afortunado cavalheiro à cidade; Mr. Bingley. (...)

 

Comentários da Imprensa (contra-capa do livro):

Orgulho e Preconceito é, sem dúvida, uma das obras em que melhor se pode descobrir a personalidade literária de Jane Austen. Com o fino poder de observação que lhe era peculiar, a autora dá-nos um retrato impressionante do que era o mundo da pequena burguesia inglesa do seu tempo: um mundo dominado pela mesquinhez do interesse, pelo orgulho e preconceitos de classe. Esse orgulho e preconceito que, no romance, acabam por ceder o passo a outras razões com bem mais fundas raízes no coração humano.

 

Comentário pessoal:

Este romance tornou-se um dos meus livros preferidos de sempre, se não o preferido. É daqueles que sei que irei reler vezes sem conta sem nunca perder o entusiasmo pelo decorrer da história.

Aconselho a quem ainda não o leu não só a pegarem nele como também a não pesquisarem a sua sinopse pormenorizada; esta é uma história complexa que dá voltas inesperadas e que nunca nos previne sobre o que irá acontecer a seguir. É claro que, para quem já sabe ou já viu o filme, posso assegurar de que o livro não irá perder o encanto, e irão vivê-lo como se o descobrissem pela primeira vez.

A escrita de Jane Austen é deliciosa, verdadeiramente genuina porque ao contrário de outros romances históricos que já li, este foi escrito na época que retrata e assim transporta-nos com maior facilidade para a sociedade inglesa do início do século XIX.

As personagens são únicas: cada uma foi trabalhada individualmente, e nunca perdem o seu carácter. É fácil distinguirmos e caracterizarmos cada uma não só por aquilo que nos foi descrito em palavras como também pelo que nos apercebemos entre-linhas nas suas acções e diálogos.

Esta história não é um conto de fadas, o típico 'boy meets girl = romance' que muitos romances hoje em dia retratam. (Não que não goste desse género, afinal a minha estante está cheia de Nora Roberts.) Sabe bem quando de vez em quando somos confrontados com um livro que nos conta que nem tudo se faz de primeiras impressões. (Curiosidade: o título que Austen tencionava dar à obra inicialmente era First Impressions.) Não só nos relata uma história de amor complexa desenrolada dentro de uma sociedade estruturada, como também nos ensina disfarçadamente as mais valiosas lições sobre relações humanas ao longo de todas as páginas.

 

Aconselho a toda a gente, principalmente a quem se interessa por Clássicos que nunca saem de moda.

 

Capa: A minha edição vem com uma sobre-capa alusiva ao filme de Joe Wright, e gosto bastante da fotografia que escolheram. Por baixo a capa é bem menos apelativa.

 

 

Já devia ter feito esta crítica há muito mais tempo, estou bastante atrasada com esta rúbrica mas ultimamente não tenho tido tempo... para a próxima podem contar com O Retrato de Dorian Gray.




: Nessie @ 20:04

Seg, 21/09/09

 

 

 

 

E vi em destaques um tal livro de Chéri com a Michele Pfeiffer na capa, por isso assim que cheguei a casa fui pesquisar pela adaptação cinematográfica:

 

 

 

Rupert Friend! Ainda bem que a carreira dele está [finalmente] a descolar! :D

 

dream on,

Nessie


mood: consumista
tune: keep it there - The Weepies


: Nessie @ 14:42

Qui, 20/08/09

Piadinha de última hora:

 

Eu: Está esgotado na Fnac, não vendem na Bertrand, não encontro na Bulhosa... Não consigo arranjar livros da Jane Austen em lado nenhum!

Pai: Se calhar já morreu.

 

Típico.

 

dream on,

Nessie

 

 

P.S.: Recomendado e recomendado!

 


mood: vou dormir a sesta.
tune: bold as love - John Mayer


: Nessie @ 21:07

Dom, 16/08/09

Que bom que já há quem tenha pegado no meu desafio :) Se não sabes do que estou a falar, basta ires até ao post anterior - and go nuts!

 

Como já tinha prometido a mim mesma, hoje fui até ao shopping fazer uma visita à Fnac para comprar o livro e o DVD de Orgulho e Preconceito. Como a ala dos filmes fica mais próxima da entrada comecei por aí, e até me distraí por um bocado ao ver filmes como P.S. I Love You (que nunca vi) e Into the Wild (um dos meus preferidos!) a 9,99€ - ainda pensei seriamente em comprar o último mencionado, mas depois reconsiderei. 

Voltando a concentrar-me na tarefa de encontrar o Pride & Prejudice, estive uns minutos a percorrer prateleiras de filmes por ordem alfabética sem qualquer sucesso - o DVD não estava disponível.

Aceitei a derrota com o pensamento de que o livro era mais importante, e então dirigi-me até à ala dos livros. Permiti-me muito algum tempo para rondar os novos lançamentos (novo livro da Nora Roberts, A Villa, já disponível!), considerar os preços de alguns livros que tenciono comprar mais tarde e ler as sinopses de algumas histórias que me pareceram interessantes.

De volta à realidade, fui até à estande da Literatura Traduzida e segui os apelidos começados em A com atenção até ler nas lombadas o nome Paul Auster. Atrás dos livros do senhor, nem sinais de Jane Austen. Procurei em Romances Históricos e outras categorias (sabe-se lá...) mas o resultado foi o mesmo: nada.

Já chateada com Jane por ela me estar a evitar (ainda no início das férias tinha visto uma data de livros dela disponíveis!), perguntei aos funcionários da Fnac se tinham o Orgulho e Preconceito em stock.

Obviamente, a resposta foi não. (Ou não tinha eu revistado as estantes e os expositores ao pormenor.)

 

Derrotada e já com a raiva a aflorar silenciosamente, decidi ir até à Bertrand onde os livros são ligeiramente mais caros mas por outro lado até adicionava mais pontos ao cartão. Tentei manter-me optimista.

Mas isso não durou muito tempo, porque mais uma vez os livros que antecediam os de Paul Auster não eram os de Jane. Sem muita paciência para estar ali novamente a perder o meu tempo, perguntei ao senhor da caixa onde é que eles tinham os livros de Miss Austen.

Ele respondeu-me que os livros dela eram editados pela editora não-sei-das-quantas, e que a Bertrand já não colaborava com a tal editora.

WTF? Estamos a falar de Jane Austen! Como é que é possível que a Bertrand não venda clássicos da literatura como os de Jane Austen?!

Depois lá me disse que os podia arranjar no establecimento da editora, que ficava ao pé de não-sei-quê no Estoril.

Tudo bem que Estoril e Cascais estão practicamente lado-a-lado, mas acham mesmo que eu me daria ao trabalho?

Eu disse que não conhecia o que quer que fosse que ele tinha mencionado, e muito escandalizado o senhor continuou a tentar explicar-me perguntando-me se eu sabia onde ficava o Banco Espírito Santo do Estoril.

-.-'

Duvido muito que eu tenha cara de alguém que passa a vida a ir ao BES no Estoril.

Mas para que ele não me fosse começar a enumerar todos os establecimentos públicos no quarteirão da livraria, lá disse um 'Sim' pouco convincente - até porque eu não queria saber da loja do Estoril para nada.

"Óptimo. É mesmo atrás do BES." Finalizou ele.

Ah, pronto, é um alívio saber isso! Ou não.

 

Lá saí eu da Bertrand completamente derrotada e de mau humor.

Estamos a falar de JANE AUSTEN, senhoras e senhores, para o caso de ainda não ter ficado esclarecido. Uma das escritoras mais populares e importantes da história da literatura! Pergunto-me agora como é que é possível que não haja nem um único romance dela à venda? Ou os livros tiraram o dia de folga ou de repente toda a gente se lembrou de comprar um romance do século XIX para ler nas férias!

 

E o que me enerva ainda mais (se são fãs da série Twilight é melhor pararem de ler, caso contrário não me responsabilizo por eventuais choques emocionais ou ataques de raiva contra a minha pessoa) é o enorme stock de livros da Stephenie Meyer que parecem voar das prateleiras a uma velocidade impressionante mas nunca esgotam! Claro está, as histórias sobre uma adolescente melo-dramática e um vampiro extremamente lamechas nunca poderia deixar de marcar presença em todo o lado! Porque isso sim, ladies and gentlemen, é verdadeira literatura! Não haja dúvida que a escrita de Mrs. Meyer é extraordinária, e não nos esqueçamos de que a sua obra já foi comparada a Romeu e Julieta de Shakespeare.

[fim do sarcasmo]

Onde é que as pessoas têm a cabeça?!

Eu não tenho nada contra a série Twilight, muito sinceramente. Só não sou grande fã. (Aquilo de que não gosto mesmo é a maneira de escrever da senhora que idealizou a trama toda, aí nem há discussão.) E eu sempre adorei vampiros, a história é que não me atrai como atrai 99% dos leitores. 

Mas essa não é a questão!

(Não levem estes comentários muito a sério porque eu estou é frustrada e revoltada contra a Fnac e a Bertrand.)

 

Resumindo e concluindo, voltei para casa de mãos vazias e com ainda mais vontade de ler o Orgulho e Preconceito.

Mas como tal não é possível neste momento, vou começar o Night Train to Lisbon, de Pascal Mercier, que comprei no aeroporto de Heathrow com bastante entusiasmo porque todas as críticas são extremamente favoráveis. (Vi hoje na Fnac que a versão em português chama-se Comboio Nocturno para Lisboa.)

 

Nem sei porque é que me dei ao trabalho de postar sobre isto.

Mas afinal, para que serve um blog?

 

dream on,

Nessie

 




: Nessie @ 10:35

Sab, 15/08/09

 

Ontem vi o filme Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice), a versão de 2005 com a Keira Knightley.

Devo admitir que ela é uma das minhas actrizes favoritas, e há já muito tempo que estou curiosa em relação a histórias de Jane Austen, por isso decidi ver o filme com o meu pai (que já tinha ido ver ao cinema e aprovou-o como bom filme).

E tudo o que tenho a dizer é...

 

O FILME É ÓPTIMO! Pessoalmente, adorei. A história dá com cada volta que nos deixa presos ao ecrã, e mantém o humor balançado com o drama durante todo o filme. A realização é genial (afinal foi realizado por Joe Wright, o mesmo de Expiação (Atonement)) e a representação bastante credível.

 

Fiquei ainda cheia de vontade de ler o livro, não só porque amei a história mas também porque me identifico psicologicamente com a personagem principal, Elizabett 'Lizzie' Bennet (o que é sempre um bónus).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E apaixonei-me completamente pelo Mr. Darcy! (isto é tão cliché, mas agora percebo completamente a euforia de todas as fãs de Jane Austen face ao Mr. Darcy <3)

(o que me enervou é que não houve um único beijo no filme inteiro, mas enfim...)

 

Acho que amanhã vou fazer uma visitinha à Fnac. (Não seria muito mau se eu comprasse o livro e o DVD, pois não?)

 

dream on,

Nessie



quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
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