: Nessie @ 19:24

Seg, 26/11/12

 

Parece que Merlin se vai ficar por esta temporada. É uma notícia que me entristece não só por adorar a série, mas porque qualquer plot development que estivesse para acontecer vai sair certamente prejudicado - e para quem não vê esta série, deixem-me explicar que uns 75% dos plot developments importantes para a história ainda não aconteceram em cinco temporadas, por isso duvido seriamente que as coisas fiquem claras nos dois ou três episódios que ainda faltam sair. Pior ainda, vou ter umas saudades deste cast que nem vos digo nada. E eu sou uma pessoa que vê Doctor Who e portanto já devia estar habituada a que a BBC me partisse o coração (ainda nem vi a despedida dos Ponds, se bem que é mais por falta de tempo do que outra coisa.) Mas este cast é o grupo de pessoas mais flawless de sempre. Vamos lá a entrar em negociações para os transferir todos para a mesma série, pode ser?




: Nessie @ 13:03

Dom, 25/11/12

 

O Erasmus foi definitivamente das melhores coisas que me aconteceu no sentido em que foi um grande ponto de viragem na minha vida. Não apenas pela experiência de estudar no estrangeiro, mas pela perspectiva que me deu e pelas diferenças que encontro agora que estou de volta.

 

Imediatamente após o meu regresso notei uma aproximação por parte da minha família, nomeadamente o meu avô. Não me interpretem mal, sempre me dei muitíssimo bem com os meus avós paternos e eles sempre estiveram bastante presentes na minha vida. Mas após a minha estadia em Inglaterra, sinto-me mais próxima do meu avô que nunca.

Gosto muito do meu avô; é o único que tenho, o único que conheci. Fui a primeira neta e durante três anos fui a única, por isso recebi toda a atenção e mimos que uma neta pode receber. Quando a minha mãe soube que estava grávida de uma menina insistiu para que se chamasse Inês, ao que o meu avô reagiu com um épico "Inês? Mas que nome é esse?" Reza a lenda que, meses depois, quando me viu pela primeira vez no hospital, uma recém-nascida um tanto prematura, refilou com as enfermeiras todas porque os outros bebés tinham dois cobertores e eu só tinha um. (Estes dois episódios definem completamente a sua pessoa.) Era o meu avô que me levava ao parque frequentemente para dar pão aos patos, ver os animais, brincar nos baloiços e escorregas. Quando íamos até à terrinha visitar a sua mãe, deixava-me ajudar a alimentar as galinhas e a regar o quintal onde vivia uma rã chamada Ticas. A Ticas habitava também a única janela de uma casa térrea desenhada em traços simples e infantis, e que é a única obra de arte que o meu avô desenhou vezes sem conta aos seus sete netos ao longo dos anos. Ainda hoje me pisca o olho quando a minha avó o manda parar de refilar com os políticos na televisão, e a sua mania de assobiar melodias passou para o meu pai e mais tarde para mim. Mas ainda que sempre tivéssemos sido próximos, nunca o conheci tão bem como nos últimos cinco meses.

Quando regressei senti que o meu avô se tornou ainda mais protector, mas também que passou a tratar-me como uma neta já adulta. Por um lado deve-se ao facto de termos tido pouco contacto durante a minha ausência, uma vez que os meus avós nunca quiseram ter computador ou internet. Mas para além de ter compensado este tempo de separação, ele tem tido conversas mais sérias comigo, e a ligação com a Inglaterra fê-lo relembrar os seus tempos de juventude quando lá foi pela primeira vez com colegas da Força Aérea e a altura em que viveu em Londres com a minha avó. Contou-me várias histórias sobre as suas experiências por terras de Sua Majestade, coisas das quais eu não fazia a menor ideia, e permitiu-me conhecê-lo não só como meu avô, mas também como pessoa. Sempre tive mais oportunidades para conversar com a minha avó, por isso é extraordinário sentir toda esta cumplicidade agora com o meu avô.

 

Quando visitei a irmã da minha avó na Bélgica em Junho, ela contou-me sobre as viagens que tem feito com o marido nos últimos anos, desde os Açores à Índia, e comentou que era uma pena os meus avós já não viajarem muito, em grande parte porque o meu avô perdeu a vontade de sair da sua rotina entre a casa e a casa da terrinha. No entanto, há uns dois meses o meu avô anunciou que no próximo Verão quer ir comigo a Londres para visitar a sua college e todos os outros locais que fizeram parte da sua vida. Será a primeira vez que ele visita Londres em décadas. A minha avó sorri como quem diz "Isto já lhe passa," mas a verdade é que sempre que o vejo ele volta a mencionar Londres com entusiasmo. E gosto de o ver assim. Gosto de pensar que a minha experiência Erasmus não me mudou só a mim.


tune: sigh no more - mumford & sons


: Nessie @ 22:30

Ter, 20/11/12

 

I’ve found that it’s of some help to think of one’s moods and feelings about the world as being similar to weather:

Here are some obvious things about the weather:

It’s real.
You can’t change it by wishing it away.
If it’s dark and rainy it really is dark and rainy and you can’t alter it.
It might be dark and rainy for two weeks in a row.

BUT

It will be sunny one day.
It isn’t under one’s control as to when the sun comes out, but come out it will.
One day.

It really is the same with one’s moods, I think. The wrong approach is to believe that they are illusions. They are real. Depression, anxiety, listlessness — these are as real as the weather — AND EQUALLY NOT UNDER ONE’S CONTROL. Not one’s fault.

BUT

They will pass: they really will.

In the same way that one has to accept the weather, so one has to accept how one feels about life sometimes. “Today’s a crap day,” is a perfectly realistic approach. It’s all about finding a kind of mental umbrella. “Hey-ho, it’s raining inside: it isn’t my fault and there’s nothing I can do about it, but sit it out. But the sun may well come out tomorrow and when it does, I shall take full advantage."

Stephen Fry 

 

por estes lados há mood swings e crises existenciais.


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: Nessie @ 16:45

Qua, 14/11/12

 

Hoje dormi até tarde, e dediquei-me a avançar com o Dracula uma vez que ultimamente ando demasiado preguiçosa para leituras, quando a minha mãe me entrega uma carta que a Universidade de Southampton me enviou. Parece que decidiram aumentar consideravelmente a minha nota de Inglês sem me darem qualquer justificação. Estou toda contente porque quando as notas saíram a de Inglês foi a mais baixa que tirei e ficou bastante aquém das notas que normalmente tenho nesta língua, ainda que me tenham colocado no nível mais avançado e os temas tratados fossem bem mais exigentes e complicados. Tinha ficado muito desiludida, principalmente porque a professora nunca me chegou a dar as notas dos trabalhos e então não sabia exactamente onde tinha falhado. Agora só espero que me atribuam a devida equivalência aqui em Lisboa. Assim as minhas notas a Inglês ficam mais consistentes e a minha média sempre sobe. We're back in the game!


tune: little talks - of monsters and men


: Nessie @ 23:10

Dom, 11/11/12

 

Sábado foi o segundo dia do Lisbon & Estoril Film Festival e fui assistir à maravilhosa masterclass deste grande senhor que é Willem Dafoe. Foi uma entrevista em jeito de conversa conduzida por Tiago Rodrigues e Paulo Branco, que me encantou pela humildade e simpatia do actor norte-americano. Dafoe partilhou histórias e experiências connosco, levando-nos aos bastidores do mundo do teatro e do cinema, e levou o público às gargalhadas por várias vezes. 

Um excelente convidado para esta edição do festival, só fiquei com pena de não poder ter ficado para assistir à projecção de uma gravação da peça To You, The Birdie! porque tive um jantar de aniversário.


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quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
Apenas possuo imagens publicadas no meu blog quando mencionado. Todas as restantes - a maioria delas - são retiradas da internet.
"I go to seek a Great Perhaps.
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