: Nessie @ 16:28

Seg, 30/11/09

(Classic. Gotta love The Beatles.)

 

Muito contrariada, hoje lá acordei às 7h30m 8h da manhã para a minha aula de Inglês. (Sim, que infelizmente não me posso dar ao luxo de dar mais uma falta desnecessária a tal disciplina graças à minha incrível capacidade de não justificar faltas.)

 

Já a aula tinha começado há 10 minutos quando recebo um sms do A., a perguntar como era o cinema.

Andamos a tentar combinar cinema desde a semana passada, mas ninguém está muito interessado nos filmes presentemente em exibição, e foi exactamente o que lhe respondi. (Com muito cuidado, uma vez que o destino quis que eu me sentasse mesmo à frente da stora - e quando eu digo mesmo à frente refiro-me a metro e vinte de distância.)

Assim que lhe mandei a mensagem, vejo que tenho uma nova na caixa de entrada, desta vez do J., a perguntar a mesma coisa. Lá fui eu explicar a situação novamente, escrevendo enquanto respondia às perguntas insistentes da minha professora desconfiada.

Uns quantos sms depois, fizemos um exercício de Listening que envolvia o rádio, através do qual ouvimos o discurso 'I Have a Dream' do M.L. King. Faço o exercício, finjo-me muito aplicada e cinco minutos depois voltei a pegar no telemóvel para responder ao J., que estava agora a sugerir que fossemos então para casa dele ver um filme hoje à noite.

Só que a esperta da minha professora não desligou o rádio... Então enquanto o meu telemóvel pré-histórico enviava o sms, começo a ouvir um barulho distante mas cada vez mais intenso...

tuh-tuh-tuh, tuh-tuh-tuh, tuh-tuh-tuh--

Entro em pânico, olho para o rádio e apercebo-me de que a porcaria do aparelho está a fazer interferência com o meu telemóvel. E o estúpido do Nokia nunca mais concluía o envío. O som cada vez mais alto, e para que a stora não resolvesse reparar no acidente, não faço mais nada senão fingir que tinha um ataque de tosse.

Ridícula!

 

Deve ter ficado toda a gente a pensar que eu estava com sintomas de Gripe A.

Desliguei imediatamente o telemóvel a seguir. Estava à espera de uma resposta do A. e não ia arriscar mais uma cena absurda.

 

Enfim. Coisas.

Por isso logo à noite lá vamos a uma sessão em casa! (Estou a torcer para que seja de terror.)

 

Aproveitem o vosso feriado, people!

 

dream on,

Nessie


mood: happy
tune: the sound of settling - Death Cab for Cutie


: Nessie @ 20:29

Sex, 27/11/09

 

Mad Girl's Love Song

 

I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)

 

The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.

 

I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)

 

God topples from the sky, hell's fires fade;
Exit seraphim and Satan's men.
I shut my eyes and all the world drops dead.

 

I fancied you'd return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)

 

I should have loved a thunderbird instead;
At least when spring comes they roar back again.
I shut my eyes and all the world drops dead.
(I think I made you up inside my head.)

 

- Sylvia Plath -

 


mood: ..and all the world drops dead
tune: world spins madly on - The Weepies


: Nessie @ 20:01

Ter, 24/11/09

 

RAPAZES, ISTO NÃO VOS INTERESSA ;)

 

Domingo à noite. Estou eu toda frustrada por causa do fiasco que foi a construção do barco para Área de Projecto, a caminho da casa da amiga da mãe que organizou um jantar com umas 20 pessoas.

Quando lá chego a casa está um caos, caixotes por todo o lado - não é uma surpresa, a amiga em questão sempre foi desorganizada e começou a mudar-se para o novo apartamento há cerca de cinco dias. Cumprimento uma data de gente que não conheço de lado nenhum, e eis que estava presente um rapaz, pouco mais velho que eu, mesmo giro!

Sempre que tentava ir meter conversa era atropelada pela minha mãe, ou roubada pelo meu irmão. Vim a saber que o tal rapaz é um imprestável interesseiro, mas não me apeteceu ter um momento Lizzie Bennet por isso nem quis saber. De vez em quando ele levantava-se para ir fumar até à varanda, mas quando eu ia lá fora o meu irmão seguia-me que nem a minha própria sombra.

A minha mãe sempre a dizer que tinhamos de nos ir embora... e eu a insistir para ficarmos. Às 23h começaram a tocar guitarra e piano, e a cantar músicas que eu não conhecia de lado nenhum. (Quando finalmente se puseram a tocar a Hey Jude, eu era a única que sabia a letra toda -.-') Com a sua grande boca, a minha mãe afirmou toda orgulhosa que a filha também sabia tocar guitarra e cantar, e foi só ver toda a gente a insistir para que eu actuasse. Ah pois não! Estavam lá presentes pessoas que, embora não admire profissinalmente, são consagradas na área da música - e ia para lá eu no meu jeito de amadora. Pois, não. Recusei.

Um senhor espanhol que vive em Portugal há uns anos começou a exagerar na abordagem, e sempre que acabavam uma outra música ele proferia no seu Portunhol arrastado por uns quantos copos de Porto:

Ó Inéss, canta-me só una musiquita...

 

E eu voltava a negar, entre gargalhadas derivadas das coisas tolas que ele dizia e caretas sarcásticas quando alguma piada embriagada lhe calhava menos bem. O rapaz, sentado à minha frente do outro lado da sala, sorria e olhava para mim divertidíssimo com a situação.

Pouco depois da meia-noite a minha mãe levantou-se até à cozinha para se despedir da anfitriã: estava na altura de voltarmos para casa. Segui-a, contrariada, e a amiga da minha mãe reparou:

Ela: Já se vão embora? Não me parece que a Inês esteja com muita vontade...

Eu: Pois, nunca mais tenho carta de condução...

Ela: Ainda faltam uns bons meses, não?

Eu: Não, o código posso começar a tirar já em Dezembro.

 

Seguiu-se o típico discurso nostálgico oh-meu-deus-parece-que-foi-ontem-que-a-tinha-nos-braços,-era-assim-deste-tamanhinho com direito a linguagem gestual. Nisto oiço uma voz ao meu ouvido.

Com licença...

 

Nem mais. Era o dito, a querer entrar na cozinha, e provavelmente ouviu toda a descrição da minha infância, a julgar pelo divertimento estampado no seu rosto. Quando eu estava a sair, naquele impasse das despedidas da minha mãe, ele ficou o tempo todo encostado à ombreira da porta a observar de braços cruzados e um sorriso irresistível. Quando agradeci à anfitriã pelo jantar não pude evitar sugerir que fizessemos aquilo mais vezes.

 

 

E depois como é que é possível que os meus vizinhos, já por si giros, tenham amigos ainda mais encantadores que passam a vida lá pelo prédio e sempre que se cruzam por mim cumprimentam-me como se me conhecessem e um sorriso arrebatador nos lábios?

Não me torturem. Para a próxima eu escrevo o número de telemóvel na testa.

 

dream on,

Nessie

 

P.S.: OHMEUDEUSTIVE17NOTESTEDEPORTUGUÊS, como?? (Com direito a uma nota amorosa da stora, que no final da minha composição escreveu que eu daria uma excelente aluna de letras ^^)


mood: so sleepy
tune: temptation greets you like (...) - Arctic Monkeys


: Nessie @ 17:16

Dom, 22/11/09

e o meu barco insiste em cair aos bocados, e não o posso corrigir mais tarde porque vou jantar fora, e não tenho tempo para descarregar a raiva em jogging, e só posso ter a ajuda do meu pai amanhã.

 

O karma sabe mesmo dar-me a volta.

 

dream on,

Nessie


mood: à beira de um ataque de nervos
tune: crooked teeth - Death Cab For Cutie


: Nessie @ 14:08

Dom, 22/11/09

Autora: Jane Austen

 

Título: Orgulho e Preconceito

Título Original: Pride and Prejudice

 

Editora: Publicações Europa-América

 

Ano: 1813

 

Escolha: Há já pelo menos três anos que estava interessada em livros de Jane Austen devido ao seu estatuto e importância para com a Literatura Inglesa. Depois de ver a adaptação cinematográfica de Joe Wright, fiquei absolutamente cativada por todo o desenrolar da história, e procurei pelo livro em todas as livrarias que conhecia sem qualquer sucesso - a tag Jane Austen no meu blog relata a busca incansável. Por fim, lá o encontrei; e apesar do preço elevado que paguei por ele, posso agora afirmar que valeu a pena.

 

Sinopse (via http://pt.shvoong.com/books/479516-orgulho-preconceito/ - adaptado): Orgulho e Preconceito é um livro fantástico carregado de emoções. Lizzie, ou Elizabeth, é a mais velha de cinco irmãs, precedida por Jane, Lídia, Mary e Kitty. A aspiração de Mrs. Bennet, mãe das cinco raparigas, é conseguir para elas um bom casamento capaz de as manter após a morte de Mr. Bennet uma vez que, por serem mulheres, não poderão herdar a propriedade que habitam. Vendo no casamento a solução para o futuro das filhas, Mrs. Bennet, uma senhora irritadiça e um pouco ignorante (que justifica todas as suas faltas com os nervos), procura tirar partido da chegada de um novo e afortunado cavalheiro à cidade; Mr. Bingley. (...)

 

Comentários da Imprensa (contra-capa do livro):

Orgulho e Preconceito é, sem dúvida, uma das obras em que melhor se pode descobrir a personalidade literária de Jane Austen. Com o fino poder de observação que lhe era peculiar, a autora dá-nos um retrato impressionante do que era o mundo da pequena burguesia inglesa do seu tempo: um mundo dominado pela mesquinhez do interesse, pelo orgulho e preconceitos de classe. Esse orgulho e preconceito que, no romance, acabam por ceder o passo a outras razões com bem mais fundas raízes no coração humano.

 

Comentário pessoal:

Este romance tornou-se um dos meus livros preferidos de sempre, se não o preferido. É daqueles que sei que irei reler vezes sem conta sem nunca perder o entusiasmo pelo decorrer da história.

Aconselho a quem ainda não o leu não só a pegarem nele como também a não pesquisarem a sua sinopse pormenorizada; esta é uma história complexa que dá voltas inesperadas e que nunca nos previne sobre o que irá acontecer a seguir. É claro que, para quem já sabe ou já viu o filme, posso assegurar de que o livro não irá perder o encanto, e irão vivê-lo como se o descobrissem pela primeira vez.

A escrita de Jane Austen é deliciosa, verdadeiramente genuina porque ao contrário de outros romances históricos que já li, este foi escrito na época que retrata e assim transporta-nos com maior facilidade para a sociedade inglesa do início do século XIX.

As personagens são únicas: cada uma foi trabalhada individualmente, e nunca perdem o seu carácter. É fácil distinguirmos e caracterizarmos cada uma não só por aquilo que nos foi descrito em palavras como também pelo que nos apercebemos entre-linhas nas suas acções e diálogos.

Esta história não é um conto de fadas, o típico 'boy meets girl = romance' que muitos romances hoje em dia retratam. (Não que não goste desse género, afinal a minha estante está cheia de Nora Roberts.) Sabe bem quando de vez em quando somos confrontados com um livro que nos conta que nem tudo se faz de primeiras impressões. (Curiosidade: o título que Austen tencionava dar à obra inicialmente era First Impressions.) Não só nos relata uma história de amor complexa desenrolada dentro de uma sociedade estruturada, como também nos ensina disfarçadamente as mais valiosas lições sobre relações humanas ao longo de todas as páginas.

 

Aconselho a toda a gente, principalmente a quem se interessa por Clássicos que nunca saem de moda.

 

Capa: A minha edição vem com uma sobre-capa alusiva ao filme de Joe Wright, e gosto bastante da fotografia que escolheram. Por baixo a capa é bem menos apelativa.

 

 

Já devia ter feito esta crítica há muito mais tempo, estou bastante atrasada com esta rúbrica mas ultimamente não tenho tido tempo... para a próxima podem contar com O Retrato de Dorian Gray.



quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
Apenas possuo imagens publicadas no meu blog quando mencionado. Todas as restantes - a maioria delas - são retiradas da internet.
"I go to seek a Great Perhaps.
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