: Nessie @ 21:12

Ter, 28/08/12

 

Autor: Markus Zusak

Título original: The Book Thief

Tradução portuguesa: A Rapariga que Roubava Livros, Editorial Presença

Ano de publicação: 2006

A minha edição: Black Swan 2007 (inglês), 554 páginas

A minha avaliação no Goodreads: 5/5 estrelas ("loved it")

 

Sinopse (de acordo com a contra-capa):

HERE IS A SMALL FACT

YOU ARE GOING TO DIE.

 

1939. Nazi Germany. The country is holding its breath. Death has never been busier.

Liesel, a nine-year-old girl, is living with a foster family on Himmel Street. Her parents have been taken away to a concentration camp. Liesel steals books. This is her story and the story of the inhabitants of her street when the bombs begin to fall.

 

SOME IMPORTANT INFORMATION

THIS NOVEL IS NARRATED BY DEATH.

 

it's a small story, about:

a girl

an accordionist

some fanatical Germans

a Jewish fist fighter

and quite a lot of thievery.

 

ANOTHER THING YOU SHOULD KNOW

DEATH WILL VISIT THE BOOK THIEF THREE TIMES.

 

Comentários da imprensa (incluídos na edição):

'Unsettling, thought-provoking, life-affirming, triumphant and tragic, this is a novel of breathtaking scope, masterfully told.' Guardian

'[Death's] remark, "That's the sort of thing I'll never know, or comprehend - what humans are capable of," perfectly encapsulates the brave and bitter vicissitudes of the world of The Book Thief.' Daily Mail

'Zusak makes his ostensibly gloomy subject bearable in the same way Kurt Vonnegut did in Slaughterhouse 5, with grim, darkly consoling humour.' Time

 

Escolha:

Este é um bestseller internacional que já há muito me intrigava. O título em si alimenta a curiosidade, e após me familiarizar com a sinopse decidi que este era um dos livros que deveria mesmo ler, e que não poderia passar deste ano. Por impulso, em Fevereiro deste ano aproveitei a minha morada inglesa para fazer compras online na Waterstones e este foi um dos livros que encomendei. Entretanto não tive muito tempo para ler em Erasmus, por isso o livro acabou por ser deixado de lado até Agosto.

 

Review:

Acho por bem começar por dizer que adorei este livro desde o início, e quando o acabei em soluços e com lágrimas a escorrerem pela cara soube imediatamente que tinha acabado de ler um livro que posso considerar entre os meus favoritos. Torna-se difícil escrever uma review de um livro que gostei tanto porque não sei bem como me exprimir sem revelar demasiado sobre a história.

Em primeiro lugar, é de realçar o narrador. Zusak apresenta-nos a história do ponto de vista de uma personagem que apenas está presente na acção em três ocasiões; esta personagem é a Morte. A Morte inicia a narração com um prólogo onde se apresenta a si mesma e aos três momentos em que se cruzou com Liesel, a personagem principal do livro. Estes três momentos são bastante vagos para o leitor, porque ainda não está familiarizado com o contexto ou as personagens envolvidas, e no entanto os dados foram lançados para que nos mantenhamos alerta ao seguimento dos acontecimentos. A voz narrativa é sem dúvida um dos pontos fortes desta obra: ela relata a história de Liesel com uma linguagem captivante e insere frequentemente algumas intervenções pessoais que nos revelam o seu próprio carácter e contribuem para uma melhor compreensão da mensagem que nos tenta passar.

A acção decorre na Alemanha Nazi, começando em 1939 quando Liesel é afastada dos seus pais e entregue a uma família de acolhimento aos nove anos por razões que ela na altura desconhece, e conduz-nos pela Segunda Guerra Mundial dentro da comunidade onde Liesel vive. Esta perspectiva apresenta-nos a Guerra através de famílias alemães, algo de que gostei bastante. Embora se trate de uma história fictícia, temos a oportunidade de observar o fanatismo de alguns alemães e as dúvidas que dividiam outros, enquanto testemunhamos a degradação que a comunidade sofre no geral durante este período turbulento. É-nos oferecida uma visão das sombras cinzentas que existiam na Alemanha, e somos levados a reduzir a escala global com que vemos a Guerra, encarando alemães não como um 'todo' mas como indivíduos, alguns dos quais com mais humanidade do que geralmente assumimos.

 

'I'm leaving soon,' his friend Walter Kugler told him. 'You know how it is - the army.'

'I'm sorry, Walter.'

Walter Kugler, Max's friend from childhood, placed his hand on the Jew's shoulder. 'It could be worse.' He looked his friend in his Jewish eyes. 'I could be you.'

(p.165)

 

The road was cold and straight. It wasn't long till the soldiers came with the Jews. In the tree shadows, Liesel watched the boy. How things had changed, from fruit stealer to bread giver. His blond hair, although darkening, was like a candle. She heard his stomach growl - and he was giving people bread.

Was this Germany?

Was this Nazi Germany?

(p.446)

 

As personagens deste livro são pintadas com sombras e detalhes, e ao longo da história revelam-se através das suas acções. Muitas delas irão permanecer marcadas na minha memória, porque foi fácil afeiçoar-me a elas - algumas mais cedo, outras surpreenderam-me aos poucos. Mesmo estando inserida num contexto maior da Segunda Guerra Mundial, esta é essencialmente uma história sobre o crescimento de Liesel, cuja infância irá ser influenciada pelos livros que esta rouba e que por sua vez irão tocar as vidas de outros de formas inesperadas. O poder da palavra é um tema bastante forte neste livro, tal como a força e amor humanos que estão longe de poder ser racionalizados, e assim a sua mensagem promete permanecer com o leitor após a última página.

Uma leitura aconselhada a todos - e um conselho aos mais sentimentais, como eu, que se preparem para terem o coração partido e recomposto por várias vezes.


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SofsRedbird @ 15:51

Qui, 06/09/12

 

Fiquei com bastante vontade de ler este livro e já está sem dúvida na minha to read list.
Queria-te também perguntar se tinhas gostado do "The Invention of Hugo Cabret" e se o aconselhas a ler. Fiquei curiosa com a história mas estou um pouco na dúvida se vale a pena


Nessie @ 16:21

Qui, 06/09/12

 

achei o Hugo um charme de livro! é definitivamente para crianças, mas com grande potencial para também ser apreciado por leitores mais velhos. é basicamente um graphic novel, com as ilustrações a constituir grande parte do story-telling, o que o torna ainda mais especial. achei um livro que valesse a pena, mas lê-se muito rápido (numa ou duas horas) por isso é também um investimento...

SofsRedbird @ 18:23

Qui, 06/09/12

 

Que engraçado, não fazia ideia que era ilustrado. Obrigada, acho que vou pensar mesmo em comprá-lo :)

quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
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