: Nessie @ 12:00

Qua, 08/08/12

O que fiz eu com menos de 24 horas em Nova York? Matei saudades das ruas, percorri estantes, comi pizza e pretzels, passeei pelo MoMA e aturei o meu irmão nas compras.

 

 

Não consegui tirar muitas fotografias, até porque sendo já a minha quinta vez nesta cidade a máquina fotográfica deixa de ser uma prioridade, e quando se tenta aproveitar todas as horas destas estadias curtas depressa dispensamos as fotografias em favor das memórias. Entre aterrar no aeroporto e chegar à cidade ainda foram umas duas horas, pelo que já as lojas estavam a fechar e o sol há muito que se tinha escondido por detrás dos arranha-céus. Saímos na 14th e percorremos caminhos um tanto familiares, tendo como primeira paragem a Barnes & Noble. Nunca tinha entrado nesta famosa cadeia de livrarias americana porque, mais por tradição, sempre recorremos à Borders para comprar os nossos livros durante o pequeno-almoço até esta ter falido completamente no ano passado. Aqui não comprei nada, mas fiquei maravilhada com os quatro ou cinco pisos da loja, que está coberta por estantes do chão ao tecto. Jantámos uma bela pizza e seguimos para mais um paraíso de literatura, até porque como já estava quase tudo fechado nem tínhamos grande alternativa (para azar do meu irmão, e alegria minha e do meu pai.) Tinha eu lido o Dash and Lily's Book of Dares antes de partir nesta viagem, história que se passa em Nova York e que menciona por várias vezes a livraria Strand, por isso decidi que teria de lá ir para satisfazer a minha curiosidade. Apaixonei-me perdidamente assim que entrei: livros expostos em mesa por categorias, e estantes que não só cobriam todas as paredes como conseguiam derrotar as da Barnes & Noble em altura. Encontram-se tanto livros novos como usados, livros antigos, e livros raros. Os preços dos novos são até mais reduzidos, e o ambiente geral é tão acolhedor! Saí de lá com o East of Eden de John Steinbeck, e Franny and Zooey de J. D. Salinger, e com uma excelente impressão do espaço. Recomendo bastante uma visita a qualquer amante de literatura! Fica na 12th com a Broadway, e tem website para mais informações.

 

 

Daqui fomos apanhar o metro de regresso ao hotel no World Trade Centre. Caminhar é sempre a melhor maneira de nos deslocarmos em Manhattan, mesmo que leve algum tempo e que deixe os pés desfeitos. Pelo caminho ainda passámos, por acaso, pelo edifício dos escritórios da Scholastic, uma das editoras literárias na qual gostaria de trabalhar um dia, pelo que tive o meu momento de admiração.

O novo edifício do WTC que irá substituir as torres gémeas está bastante avançado, e penso que neste momento é já o edifício mais alto. Tínhamos conseguido vê-lo no aeroporto de Newark, por isso ao chegar aos seus pés e contemplar toda a sua estrutura assim de perto foi incrível. Quando fui pela primeira vez a Nova York, tinha eu 14 ou 15 anos, o Ground Zero era um espaço completamente vazio ainda bastante marcado pelos atentados. Ao longo dos anos tenho assistido ao crescimento deste novo projecto, e admito que tem sido uma experiência arrebatadora.

Chegados ao hotel, tive direito a um quarto só para mim pela primeira vez em NY porque entre os colegas do meu pai encontrava-se um casal que obviamente quis partilhar o mesmo quarto, e entregaram-me a chave que sobrou a mim. O hotel nem é grande coisa, mas aquelas camas e as almofadas são as melhores que já encontrei em viagem, e dormi uma noite descansadíssima - depois de ter verificado atrás das cortinas da banheira e dos cortinados da janela, e ainda dentro do armário, porque pelos vistos tenho paranóias que só agora descobri que tenho.

 

Na manhã seguinte, depois de uma generosa dose de café, seguimos novamente para a cidade. Passámos por Times Square e caminhámos até ao MoMA, onde eu e o meu pai entrámos enquanto o meu irmão ia às lojas que queria. E aqui sim, tirei bastantes fotografias! Dos grandes museus da cidade já tinha visitado todos menos este e o Guggenheim, por isso estava na altura de o adicionar à lista. A minha ideia era regressar ao Met porque quando lá fui pela primeira vez no ano passado não tive tempo para ver todas as alas, mas infelizmente ele fecha precisamente às segundas-feiras. Mas gostei tanto, tanto do MoMA! A colecção permanente inclui trabalhos de vários dos meus artistas favoritos como Van Gogh, Monet, Klimt, Dalí e Picasso. Este ano tenho sido uma privilegiada no que toca a museus, tendo já visto grande parte dos meus quadros preferidos nos últimos meses um pouco por todo o lado, e o MoMA apenas contribuiu para um ano ainda mais cheio de arte. Estes são alguns dos que gostei mais:

 

 

Gustav Klimt

 

 

 Vincent Van Gogh

 

 

 Vincent Van Gogh

 

 

 Pablo Picasso

 

 

 Pablo Picasso

 

 

 Pablo Picasso

 

 

 

 Claude Monet

 

 

 Claude Monet

 

 

 René Magritte

 

 

 Salvador Dalí

 

 

Andy Warhol

 

O museu tem ainda um jardim povoado por diversas esculturas, o que me fez lembrar Antuérpia. Gosto muito de ver peças de arte assim expostas aos elementos e a conviver entre os espectadores, traz vida a qualquer espaço.

 

 

 

Na loja do museu ainda comprei uma caneca pela qual me apaixonei (eu tenho um fraquinho por canecas, um dia destes mostro-vos a colecção que para aqui vai) e uma capa para o meu passe de metro com a imagem do Noite Estrelada de Van Gogh que está presente ali em cima.

E enfim, a seguir ao MoMA reencontrámos o meu irmão na Hollister da 5ª Avenida onde ele ainda demorou uns longos minutos... A caminho do metro passámos pelo Rockefeller Centre, onde não resisti a espreitar a loja da Lego que para grande desgosto meu não vende as figuras do Harry Potter a vulso, e por outras ruas às quais já não ia há algum tempo. Infelizmente a estadia não deu para mais, mas já foram uns dias muito bem preenchidos e sempre consegui sossegar as saudades que tinha desta cidade.

Já no aeroporto, gastei mais alguns dólares em dois livros que também já tinha debaixo de olho: Night Circus de Erin Morgenstern, e Ready Player One de Ernest Cline.

 

 

E assim acabou mais uma viagem de 2012.

 

 

Até à vista, Nova York!

 

 

fotografias deste post © Nessie http://nessieontherun.blogs.sapo.pt




Rita @ 13:45

Qua, 08/08/12

 

Se não tivesse lido o que escreveste sobre a Strand, acreditaria que era uma loja de doces, porque parece, de facto, acolhedora. E eu que nunca entrei numa livraria com estantes até ao tecto *suspiro*
Adorei o ambiente do museu: a combinação da arte com a Natureza é, realmente, muito apelativa e original.
Mais um post, mais um destino que eu quero conhecer e mais uns livros sobre os quais me deixaste curiosa, tbh!
xoxo

Dante @ 14:30

Qua, 08/08/12

 

Tenho a certeza de que conseguia passar horas na Strand, parece ser uma livraria espetacular. E o MoMA parece um dos melhores museus de que já ouvi falar (e não é só por ter o meu quadro preferido de Van Gogh).
Mais uma vez, um dos teus posts dá-me mais sítios para adicionar à lista de locais que quero visitar. Lista que está a ficar muito grande mesmo. Obrigada por partilhares as tuas aventura connosco :)


Teresa @ 15:36

Qua, 08/08/12

 

Tão lindinhas as fotos :)

quote de descrição do blog: últimas palavras de François Rabelais, segundo o livro Looking for Alaska (John Green) imagem do cabeçalho via catfromjapan.tumblr.com
Apenas possuo imagens publicadas no meu blog quando mencionado. Todas as restantes - a maioria delas - são retiradas da internet.
"I go to seek a Great Perhaps.
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